segunda-feira, setembro 23

Outono

Aí vens tu outra vez com o teu ar castanho
Suficientemente frio para refrescar o calor
Mas suficiente quente para aquecer o frio.
Retrato-te em sépia e desentranho
A dor obsoleta de outras paragens
Que outrora foram flores e agora secas folhagens
Que caiem das árvores e morrem no rio.
Como aquele punhal que já foi dor
Já esqueci o teu abandono.
Paro e respiro-te meu Outono.