Até ao pôr-do-sol me levei
Não te vi, não te encontrei
Mas hoje (e mais que nunca) sei
Que o nosso amor também flui
Como o rio que ladeei
Como a margem que acompanhei
Na corrida que agora dei.
quinta-feira, novembro 22
sexta-feira, outubro 12
Prémio Nobel da Paz 2012
Caros cidadãos da América, África, Ásia, Oceania e Antártida (e que me desculpem se me estiver a esquecer de alguém), Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Como sabem fui galardoado com o Prémio Nobel da Paz 2012 e não estava nada à espera. É com muita emoção e alegria que escrevo estas linhas e que vos digo que este prémio é motivo de muito orgulho e satisfação. Sinto-me profundamente honrado e bastante envaidecido. Sou realmente um grande privilegiado, um grande premiado.
Nesta ocasião queria dedicar este prémio à minha Mãe, à minha família, e em especial ao meu filho Alex que desejo que siga as nobres pisadas do seu Pai. À minha ex-mulher, queria dizer-lhe que se ainda fossemos casados estaria também a dedicar-lhe este prémio.
Não podia deixar também de dividir este prémio com os meus vizinhos do prédio, com os meus colegas do escritório e com os ex. camaradas da tropa. Cheguei onde cheguei graças a vocês que se preocuparam comigo e que estiveram presentes nos momentos tristes e alegres da minha vida. Reconheço que este prémio não chega por acaso nem depende do meu esforço individual mas sim da vossa formação ética e moral que fazem de vocês seres humanos únicos e cuja firmeza do vosso carácter tornou-se na minha principal referência.
Vencer este prémio é o reconhecimento por parte do Comité Nobel do meu contributo para a paz na Europa, para a reconciliação entre os países e a consolidação da democracia no Continente. Todos saberão, porventura, do meu esforço diário em manter a paz não só na Europa mas em particular aqui na Buraca, quando diariamente evito conflitos na fila do Mini Preço quando os Ciganos tentam bater em alguém. Este prémio será com certeza encorajador para que a minha demanda pela paz possa ir cada vez mais longe.
Tendo em conta que terei que dividir o prémio de 930.000 mil Euros com mais 500 milhões de concidadãos europeus, gostaria de doar a minha parte, cerca de € 0,00186, aos “Amigos da Petinga”, associação da qual sou vogal.
A todos, o meu muito obrigado.
Pedro Suspiro
terça-feira, setembro 25
Toca a mexer
"Toca a mexer" é um nome tão fraco e tão básico que a sua simplicidade só encontra paralelo no cérebro das pessoas que o inventaram.
Mas se já havia um concurso de dança tão mau, seguindo-se de outro, não menos deprimente, com gordos a tentar emagrecer em directo, agora temos um com gordos que tentam emagrecer dançando. Genial! O que podemos mais inventar? Tudo. Não há limites.
Eu não sei se esse pessoal da televisão sabe, mas a obesidade é uma doença crónica que está inclusive ligada ao aumento da taxa de mortalidade. É por isso uma coisa séria, mas se é para montar a tenda do freak shows eu tenho algumas ideias.
Por exemplo, “A minha cadeira não chia” é um programa que junta talento para dançar e vontade de andar. Trata-se de um concurso com pessoal em cadeira de rodas a dançar. Em competição estaria o número de passos que semanalmente cada concorrente conseguiria dar sem ajuda da cadeira. Durante a semana podíamos ver o resumo com as suas caras de esforço e sacrifício juntamente com algumas monumentais quedas As galas ao Domingo serviriam para fazermos o julgamento em directo. Isto prolongava-se até ao fim o ano, altura em que se encontrava o vencedor que no final recebia uma cadeira de rodas nova.
Mas se esta ideia não vos agrada tenho outra. “Cala-te e come!” é um programa que junta talento para dançar e vontade de aumentar peso. Consiste em concorrentes anorécticas que semanalmente tem que aumentar peso. Durante a semana os respectivos resumos com as miúdas a enfardarem comida à força entre lágrimas, vómitos e muito esforço e aos Domingos as danças. Por alturas do Natal haveria um especial “consoada” em que vencia a que comece mais peru sem vomitar. Com o patrocínio oficial da McDonald's, o prémio final seria um cheque de 1000 euros válido em qualquer loja da cadeia na Europa.
Um dia destes falo-vos noutro programa de televisão que estou a escrever que mete concorrentes toxicodependentes, e ressacas do arco-da-velha em directo. Mas isso fica para outro dia.
Mas se já havia um concurso de dança tão mau, seguindo-se de outro, não menos deprimente, com gordos a tentar emagrecer em directo, agora temos um com gordos que tentam emagrecer dançando. Genial! O que podemos mais inventar? Tudo. Não há limites.
Eu não sei se esse pessoal da televisão sabe, mas a obesidade é uma doença crónica que está inclusive ligada ao aumento da taxa de mortalidade. É por isso uma coisa séria, mas se é para montar a tenda do freak shows eu tenho algumas ideias.
Por exemplo, “A minha cadeira não chia” é um programa que junta talento para dançar e vontade de andar. Trata-se de um concurso com pessoal em cadeira de rodas a dançar. Em competição estaria o número de passos que semanalmente cada concorrente conseguiria dar sem ajuda da cadeira. Durante a semana podíamos ver o resumo com as suas caras de esforço e sacrifício juntamente com algumas monumentais quedas As galas ao Domingo serviriam para fazermos o julgamento em directo. Isto prolongava-se até ao fim o ano, altura em que se encontrava o vencedor que no final recebia uma cadeira de rodas nova.
Mas se esta ideia não vos agrada tenho outra. “Cala-te e come!” é um programa que junta talento para dançar e vontade de aumentar peso. Consiste em concorrentes anorécticas que semanalmente tem que aumentar peso. Durante a semana os respectivos resumos com as miúdas a enfardarem comida à força entre lágrimas, vómitos e muito esforço e aos Domingos as danças. Por alturas do Natal haveria um especial “consoada” em que vencia a que comece mais peru sem vomitar. Com o patrocínio oficial da McDonald's, o prémio final seria um cheque de 1000 euros válido em qualquer loja da cadeia na Europa.
Um dia destes falo-vos noutro programa de televisão que estou a escrever que mete concorrentes toxicodependentes, e ressacas do arco-da-velha em directo. Mas isso fica para outro dia.
terça-feira, julho 31
Dia Mundial do Orgasmo
Parece que hoje é o dia mundial do orgasmo e há semelhança do que acontece com outros dias mundiais de qualquer coisa, como por exemplo aquele em que todas as capitais do mundo apagam as luzes ao mesmo tempo, sugiro que se assinale este grande dia com uma acção parecida. Vamos todos ter um orgasmo colectivo independentemente do sítio onde estivermos. Apontamos para as 17h.30m. Parece-me uma boa hora porque não é muito cedo nem é muito tarde.
Eu por essa hora deverei estar a chegar ao ATL do meu filho para ir buscá-lo. Por tanto se me virem dentro do carro, por favor não me incomodem. Quanto aos outros que provavelmente estarão ainda a trabalhar é uma questão de puxar pela imaginação. Para já não falar do tradicional vibrar do telemóvel, as mulheres dos escritórios têm outros objectos que se podem revelar uma surpresa. Refiro-me aos agrafadores, furadores, marcadores de feltro ou até aquela garrafa de água que está sempre em cima da secretária. Já os homens têm sempre a oportunidade, de por baixo da secretária, irem buscar qualquer coisa ao bolso das calças e fingirem que não a encontram.
Não se esqueçam que os orgasmos ainda não são taxados e por isso ainda são grátis. Vamos fazer deste momento o nosso momento do dia. Viva Portugal! Vive Le Petit Mort!
Eu por essa hora deverei estar a chegar ao ATL do meu filho para ir buscá-lo. Por tanto se me virem dentro do carro, por favor não me incomodem. Quanto aos outros que provavelmente estarão ainda a trabalhar é uma questão de puxar pela imaginação. Para já não falar do tradicional vibrar do telemóvel, as mulheres dos escritórios têm outros objectos que se podem revelar uma surpresa. Refiro-me aos agrafadores, furadores, marcadores de feltro ou até aquela garrafa de água que está sempre em cima da secretária. Já os homens têm sempre a oportunidade, de por baixo da secretária, irem buscar qualquer coisa ao bolso das calças e fingirem que não a encontram.
Não se esqueçam que os orgasmos ainda não são taxados e por isso ainda são grátis. Vamos fazer deste momento o nosso momento do dia. Viva Portugal! Vive Le Petit Mort!
segunda-feira, junho 11
Um lugarzinho no meio do nada
Um lugarzinho no meio do nada,
Numa tarde abafada,
No alcatrão que é estrada,
Vou atrás do pensamento.
Brota o canto da passarada,
Naquela recta encurvada,
Onde o rigor da passada,
Determina o movimento.
Já vejo Espanha ao fundo!
Já vejo o resto do mundo!
E naquele cruzamento,
deixo ficar o desalento.
Agora volta que se faz tarde pela tarde que se fez volta.
Antes que a preguiça acorde e que teime na revolta.
Foi na bolina do sentimento que regressei com o sopro do vento.
Numa tarde abafada,
No alcatrão que é estrada,
Vou atrás do pensamento.
Brota o canto da passarada,
Naquela recta encurvada,
Onde o rigor da passada,
Determina o movimento.
Já vejo Espanha ao fundo!
Já vejo o resto do mundo!
E naquele cruzamento,
deixo ficar o desalento.
Agora volta que se faz tarde pela tarde que se fez volta.
Antes que a preguiça acorde e que teime na revolta.
Foi na bolina do sentimento que regressei com o sopro do vento.
sexta-feira, abril 20
Fui passear a alma
Fui passear a alma
pelos bosques do Monsanto
por trilhos sem vivalma
debaixo do verde manto
Fui a passo de corrida
na fúria de ultrapassar
a ventania aguerrida
que teimava em me atrasar
Mas antes que chegue o cansaço
sei que ainda tenho que voltar
e, por isso, acerto o passo
E faço a alma regressar
que, satisfeita por aquele pedaço,
corre para mim para me abraçar.
pelos bosques do Monsanto
por trilhos sem vivalma
debaixo do verde manto
Fui a passo de corrida
na fúria de ultrapassar
a ventania aguerrida
que teimava em me atrasar
Mas antes que chegue o cansaço
sei que ainda tenho que voltar
e, por isso, acerto o passo
E faço a alma regressar
que, satisfeita por aquele pedaço,
corre para mim para me abraçar.
sexta-feira, março 30
Igualdade de género já!
Está na altura de nós homens sermos tratados da mesma maneira que as mulheres. Refiro-me às estratégias de marketing e o apelo ao consumo por parte da indústria da moda. É que nós homens também temos sentimentos. Se as mulheres podem ter soutiens que aumentam os seios ou leggings push up’s que empinam o rabo, nós também queremos algo parecido. Eu, por exemplo, gostava de ter umas boxers que aumentassem o volume do meu pénis e me elevassem ligeiramente as nádegas. Não é que eu não goste do meu corpo, mas tal como as mulheres, também gosto de enaltecer a minha auto-estima.
Enquanto não saem estes modelos para homens, tenho que me ir contentando com a rotina diária de colocar um par de soquetes dentro do boxers para dar forma e volume à minha zona genital. E confesso que isto já me anda a cansar.
Como se não bastasse não sermos tratados de igual forma ainda somos constantemente provocados. A nova campanha da Triumph “Traga e troque” oferece € 5.00 por cada soutien usado na compra de uns novos. Eu também gostava muito de me ver livre das minhas cuecas antigas. Não só aquelas que estão furadas pelas traças, mas sobretudo pelas outras que já apresentam manchas castanhas na parte de trás.
Queremos igualdade e é já!
Enquanto não saem estes modelos para homens, tenho que me ir contentando com a rotina diária de colocar um par de soquetes dentro do boxers para dar forma e volume à minha zona genital. E confesso que isto já me anda a cansar.
Como se não bastasse não sermos tratados de igual forma ainda somos constantemente provocados. A nova campanha da Triumph “Traga e troque” oferece € 5.00 por cada soutien usado na compra de uns novos. Eu também gostava muito de me ver livre das minhas cuecas antigas. Não só aquelas que estão furadas pelas traças, mas sobretudo pelas outras que já apresentam manchas castanhas na parte de trás.
Queremos igualdade e é já!
terça-feira, março 13
Revirador de Pestanas
Isto de andar rodeado de top models tem destas coisas. Há dias tive um encontro imediato com este apetrecho. Uma espécie de instrumento de tortura medieval que, só de olhar para a sua forma, dá logo vontade de começar a delatar tudo e todos. Trata-se de um revirador de pestanas e, por isso mesmo, serve para revirar pestanas. É assim como uma espécie de tesoura misturada com uma pinça de boca larga (mais conhecida por pinçona) que, fazendo lembrar uma tenaz de ferro, entala as pestanas todas de uma só vez, revirando-as para cima, deixando-as erectas por mais algum tempo (talvez uma meia hora).
O revirador de pestanas faz os instrumentos odontológicos parecerem brinquedos para crianças. Isto porque o seu manuseamento acarreta alguns riscos. Desde logo ficar sem uma pálpebra de um olho, porque é preciso não esquecer que as pestanas estão lá agarradas e por vezes surgem encontrões quando menos se espera. Além disso, como qualquer instrumento mecânico, corre-se o risco de este se avariar. Ou seja, fechar e não voltar a abrir o que no mínimo iria originar uma ida ao hospital muito sui generis para gáudio de toda a sala de espera das urgências.
Quando olho para um revirador de pestanas, não entendo como é que ainda existem reservas sobre alguns tipos de massageadores faciais.
O revirador de pestanas faz os instrumentos odontológicos parecerem brinquedos para crianças. Isto porque o seu manuseamento acarreta alguns riscos. Desde logo ficar sem uma pálpebra de um olho, porque é preciso não esquecer que as pestanas estão lá agarradas e por vezes surgem encontrões quando menos se espera. Além disso, como qualquer instrumento mecânico, corre-se o risco de este se avariar. Ou seja, fechar e não voltar a abrir o que no mínimo iria originar uma ida ao hospital muito sui generis para gáudio de toda a sala de espera das urgências.
Quando olho para um revirador de pestanas, não entendo como é que ainda existem reservas sobre alguns tipos de massageadores faciais.
segunda-feira, fevereiro 27
Colete Retrorreflector
Confesso que não consigo entender aqueles tipos que ainda teimam em vestir o assento do carro com o colete reflector. Há uns que até têm dois. Um em cada banco. Deve ser para eles e para a namorada irem trocar o pneu juntos.
Não resisti e tive que ir ver o que dizia a lei. Reza a dita no número 4 do artigo 88 do Código da Estrada que "quem proceder à colocação do sinal de pré-sinalização de perigo, à reparação do veículo ou à remoção da carga deve utilizar o colete retrorreflector".
Não sou muito entendedor de leis, mas parece-me que não diz lá nada sobre a obrigatoriedade em pisar o asfalto já com o mesmo vestido. Mas se, mesmo assim, esses senhores preferem tê-lo vestido no banco em vez de o ter guardado no porta-luvas, eu sugeria uma ideia ainda melhor. Experimentem sair de casa com ele já vestido. Talvez a moda pegue e passemos todos a usar um. Eu como sou um pouco mais envergonhado talvez o use como camisola interior e depois em caso de acidente salto pela janela ao mesmo tempo que abro a camisa. Qual Clark Kent.
Não resisti e tive que ir ver o que dizia a lei. Reza a dita no número 4 do artigo 88 do Código da Estrada que "quem proceder à colocação do sinal de pré-sinalização de perigo, à reparação do veículo ou à remoção da carga deve utilizar o colete retrorreflector".
Não sou muito entendedor de leis, mas parece-me que não diz lá nada sobre a obrigatoriedade em pisar o asfalto já com o mesmo vestido. Mas se, mesmo assim, esses senhores preferem tê-lo vestido no banco em vez de o ter guardado no porta-luvas, eu sugeria uma ideia ainda melhor. Experimentem sair de casa com ele já vestido. Talvez a moda pegue e passemos todos a usar um. Eu como sou um pouco mais envergonhado talvez o use como camisola interior e depois em caso de acidente salto pela janela ao mesmo tempo que abro a camisa. Qual Clark Kent.
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