Um lugarzinho no meio do nada,
Numa tarde abafada,
No alcatrão que é estrada,
Vou atrás do pensamento.
Brota o canto da passarada,
Naquela recta encurvada,
Onde o rigor da passada,
Determina o movimento.
Já vejo Espanha ao fundo!
Já vejo o resto do mundo!
E naquele cruzamento,
deixo ficar o desalento.
Agora volta que se faz tarde pela tarde que se fez volta.
Antes que a preguiça acorde e que teime na revolta.
Foi na bolina do sentimento que regressei com o sopro do vento.
segunda-feira, junho 11
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