Caros cidadãos da América, África, Ásia, Oceania e Antártida (e que me desculpem se me estiver a esquecer de alguém), Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Como sabem fui galardoado com o Prémio Nobel da Paz 2012 e não estava nada à espera. É com muita emoção e alegria que escrevo estas linhas e que vos digo que este prémio é motivo de muito orgulho e satisfação. Sinto-me profundamente honrado e bastante envaidecido. Sou realmente um grande privilegiado, um grande premiado.
Nesta ocasião queria dedicar este prémio à minha Mãe, à minha família, e em especial ao meu filho Alex que desejo que siga as nobres pisadas do seu Pai. À minha ex-mulher, queria dizer-lhe que se ainda fossemos casados estaria também a dedicar-lhe este prémio.
Não podia deixar também de dividir este prémio com os meus vizinhos do prédio, com os meus colegas do escritório e com os ex. camaradas da tropa. Cheguei onde cheguei graças a vocês que se preocuparam comigo e que estiveram presentes nos momentos tristes e alegres da minha vida. Reconheço que este prémio não chega por acaso nem depende do meu esforço individual mas sim da vossa formação ética e moral que fazem de vocês seres humanos únicos e cuja firmeza do vosso carácter tornou-se na minha principal referência.
Vencer este prémio é o reconhecimento por parte do Comité Nobel do meu contributo para a paz na Europa, para a reconciliação entre os países e a consolidação da democracia no Continente. Todos saberão, porventura, do meu esforço diário em manter a paz não só na Europa mas em particular aqui na Buraca, quando diariamente evito conflitos na fila do Mini Preço quando os Ciganos tentam bater em alguém. Este prémio será com certeza encorajador para que a minha demanda pela paz possa ir cada vez mais longe.
Tendo em conta que terei que dividir o prémio de 930.000 mil Euros com mais 500 milhões de concidadãos europeus, gostaria de doar a minha parte, cerca de € 0,00186, aos “Amigos da Petinga”, associação da qual sou vogal.
A todos, o meu muito obrigado.
Pedro Suspiro